A guerra entre EUA e Irã em 10 perguntas: por que o mundo está em alerta?
Especialistas respondem às principais dúvidas sobre o conflito que pode redesenhar o mapa geopolítico.
Por Redação
Conflito entre Estados Unidos e Irã ameaça o petróleo mundial, pressiona combustíveis e pode atingir diretamente o bolso dos brasileiros.
Por Alex de Souza|OReporter.com
A escalada das tensões no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesta semana, com ataques a instalações petrolíferas no Estreito de Ormuz elevando o barril do petróleo tipo Brent a US$ 112 — maior valor em três anos. O impacto já é sentido nos postos de combustível brasileiros, onde a gasolina voltou a superar R$ 7,00 em várias capitais.
Navios militares dos Estados Unidos e do Irã se confrontaram na madrugada de quinta-feira em águas internacionais próximas ao Estreito. Segundo o Pentágono, a marinha americana respondeu a disparos de advertência com manobras defensivas, sem registrar baixas. Teerã negou a versão e classificou a operação como 'provocação imperialista'.
Cerca de 21% de todo o petróleo consumido no mundo passa pelo Estreito de Ormuz, um corredor marítimo de apenas 33 km de largura no ponto mais estreito. Qualquer perturbação nesse canal afeta diretamente os preços globais de energia, desde o abastecimento de refinarias até a geração de energia elétrica em países dependentes de termelétricas.
Para se ter dimensão: o Estreito é o único acesso marítimo para as exportações de petróleo da Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e do próprio Irã. Juntos, esses países respondem por quase 30% da produção mundial. Um bloqueio, mesmo que parcial e temporário, seria suficiente para deflagrar uma crise energética global.
Embora o Brasil seja um exportador líquido de petróleo, a Petrobras precifica seus derivados com base na paridade de importação — ou seja, acompanha as cotações internacionais. Com o barril em alta, a pressão sobre a política de preços da estatal se intensifica, e analistas já projetam reajustes nos preços do diesel e da gasolina nas próximas semanas.
Economistas ouvidos pelo OReporter estimam que, se o conflito se prolongar por mais de 30 dias, a inflação brasileira pode ser pressionada em até 0,4 ponto percentual, afetando principalmente alimentos e frete.
O secretário de Estado dos EUA convocou uma reunião de emergência com aliados da OTAN e parceiros do Golfo para esta sexta-feira. A União Europeia pediu 'máxima contenção' e sinalizou que pode acionar o mecanismo de proteção de rotas marítimas que opera desde 2020 no Golfo Pérsico.
No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores emitiu nota pedindo solução diplomática e alertou brasileiros a evitarem viagens não essenciais à região. A Petrobras informou que monitora 'com atenção' os desdobramentos, mas garantiu que os estoques nacionais estão abastecidos por pelo menos 60 dias.
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